Temos acompanhado a crescente alta do dólar diante do real nas últimas semanas, acompanhada de incertezas e preocupações dos investidores com o cenário fiscal e a incerteza política. A moeda brasileira é a terceira que mais se desvalorizou frente ao dólar de janeiro a maio deste ano, ficando atrás apenas da lira turca e do peso argentino.

Segundo os analistas, a situação no Brasil é agravada pela expectativa de alta da taxa de juros americana e pela expectativa e incerteza referentes ao cenário eleitoral, o que impede qualquer projeção. As previsões mais pessimistas apontam que o crescimento no país não ultrapassa os 2% em 2018.

Para os empresários que dependem do comércio exterior, antever a tendência do câmbio é mais importante do que tentar adivinhar os picos que o dólar pode atingir. Os exportadores, por exemplo, ganham com a alta da moeda americana, mas a volatilidade inviabiliza o fechamento de contratos, declarou José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Nesse contexto, é impossível estabelecer um câmbio ideal para a economia brasileira.

Algumas empresas têm contratado produtos financeiros que oferecem proteção contra os solavancos do câmbio, o chamado hedge cambial. Desde o início do ano, a demanda por essa proteção cresceu 20% ante o mesmo período de 2017.

Diante deste cenário, como ficam as perspectivas para 2019? Fóruns e debates têm reunido empresários de todos os setores para se ajudarem e se precaverem.  O consenso é calma, estratégia e planejamento.  Conhecer seu cliente, sua empresa e seus funcionários são diferenciais. Apostar na transparência interna e externamente também só aumenta sua credibilidade diante do mercado. Buscar ajuda especializada e compartilhar as dificuldades e as conquistas fortalecem os setores, que juntos podem pressionar o governo por medidas mais favoráveis ao empresariado enquanto esperamos passar a Copa do Mundo e chegarem as eleições.

Ou seja, em momentos como esses, o empresário deve buscar aliados. Empresas parceiras, consultoria, assessoria especializada, cursos e bate papos são super bem vindos para traçar estratégias mais assertivas  e não sentir-se passivo diante de um cenário que não é tão favorável.